1.4.14

sempre que eu passo pela Aldeia
pêlo arrepia, perna bambeia
sempre que eu passo pela Aldeia
mente desloca, alma arrudeia
sempre que eu passo pela Aldeia
palavra falta, razão passeia
sempre que eu passo pela Aldeia

oásis ruína
resto de nós
cidade rachadura
abre em seco seus clarões

e mesmo que tudo vire areia
maré se vinga
vai vazia, volta cheia

severus em luto
bico negro
sobrevoa, calado
nossos leilões

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