seres editáveis
meditemos
sobre como sairemos
dessa cela solitária
porque um já não se basta
e o outro quer nos ver
porque nem tudo que passa
tá passando na tv
seres confortáveis
tomara que se liguem logo
no rastro químico
na falta de rima
e nas histórias contadas boca-a-boca
ouvido-a-sentido
meditemos
sobre quando sentiremos
o estalo das estrelas
1.4.14
sempre que eu passo pela Aldeia
pêlo arrepia, perna bambeia
sempre que eu passo pela Aldeia
mente desloca, alma arrudeia
sempre que eu passo pela Aldeia
palavra falta, razão passeia
sempre que eu passo pela Aldeia
oásis ruína
resto de nós
resto de nós
cidade rachadura
abre em seco seus clarões
e mesmo que tudo vire areia
maré se vinga
vai vazia, volta cheia
severus em luto
bico negro
sobrevoa, calado
nossos leilões
cometa
lua nova e sol laranja
tudo parece fazer sentido
mas a plenitude é um
rastro de cometa que
passa voando rápido e
absoluto
prestar atenção é perdê-lo
tudo parece fazer sentido
mas a plenitude é um
rastro de cometa que
passa voando rápido e
absoluto
prestar atenção é perdê-lo
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