14.12.13
1.12.13
as cidades me machucam
machucam machucam
em pancadas e estalos
não amo o outro
lado-a-lado
com o outro
bate a assopra
assopra e bate mais
é a queda livre
é o coro grego
é o grito preso
as cidades me resolvem
resolvem resolvem
em soluços de susto
suspensos de dentro
transtornos dissonantes
de dentro
engole pra cuspir
cospe pra engolir
é a mastigação
é o tiro pela culatra
é a saída de emergência
as cidades me comovem
comovem comovem
em camadas gasosas
nos entres de sempre
contínuos distúrbios
de sempre
constrói pra destruir
destrói pra construir
é a dança do Sol
é o auto-sacrifício
é o teto preto
ela me divide
ela me comove
ela me machuca
ela me resolve
machucam machucam
em pancadas e estalos
não amo o outro
lado-a-lado
com o outro
bate a assopra
assopra e bate mais
é a queda livre
é o coro grego
é o grito preso
as cidades me resolvem
resolvem resolvem
em soluços de susto
suspensos de dentro
transtornos dissonantes
de dentro
engole pra cuspir
cospe pra engolir
é a mastigação
é o tiro pela culatra
é a saída de emergência
as cidades me comovem
comovem comovem
em camadas gasosas
nos entres de sempre
contínuos distúrbios
de sempre
constrói pra destruir
destrói pra construir
é a dança do Sol
é o auto-sacrifício
é o teto preto
ela me divide
ela me comove
ela me machuca
ela me resolve
junho
é
muito motivo, parece
que faz girar o motor
tudo se move, se mexe
é
que faz sentido essa prece
vai transformar em tambor
a pele dura da pele
a gente ainda anda, bem ou mal
apesar de tudo
que tanto tenta fazer parar
as avenidas são as mesmas
e foi tão longo junho
o homem não suporta o mundo que o homem inventou
o homem não se importa muito
o homem fecha a porta mudo chama o elevador
o homem não quer ficar junto
o homem dorme bem profundo sem despertador
o homem não tem mais assunto
pela cabeça de pedra do homem
talvez saiam ideias suaves em tempos de guerra
e os deuses mentirosos
em seus barcos luxuosos se encontrem enfim com o mar
e a ciência vai inventar
tudo de novo, só que mais belo
o homem não se importa muito
o homem fecha a porta mudo chama o elevador
o homem não quer ficar junto
o homem dorme bem profundo sem despertador
o homem não tem mais assunto
pela cabeça de pedra do homem
talvez saiam ideias suaves em tempos de guerra
e os deuses mentirosos
em seus barcos luxuosos se encontrem enfim com o mar
e a ciência vai inventar
tudo de novo, só que mais belo
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