como um sonho ruim
respirar só sim
likes selfies prozacs
respirar se não
dor de não saber
ser e nem ser
ter e perder
estar
só
like yourself
20.12.13
19.12.13
14.12.13
1.12.13
as cidades me machucam
machucam machucam
em pancadas e estalos
não amo o outro
lado-a-lado
com o outro
bate a assopra
assopra e bate mais
é a queda livre
é o coro grego
é o grito preso
as cidades me resolvem
resolvem resolvem
em soluços de susto
suspensos de dentro
transtornos dissonantes
de dentro
engole pra cuspir
cospe pra engolir
é a mastigação
é o tiro pela culatra
é a saída de emergência
as cidades me comovem
comovem comovem
em camadas gasosas
nos entres de sempre
contínuos distúrbios
de sempre
constrói pra destruir
destrói pra construir
é a dança do Sol
é o auto-sacrifício
é o teto preto
ela me divide
ela me comove
ela me machuca
ela me resolve
machucam machucam
em pancadas e estalos
não amo o outro
lado-a-lado
com o outro
bate a assopra
assopra e bate mais
é a queda livre
é o coro grego
é o grito preso
as cidades me resolvem
resolvem resolvem
em soluços de susto
suspensos de dentro
transtornos dissonantes
de dentro
engole pra cuspir
cospe pra engolir
é a mastigação
é o tiro pela culatra
é a saída de emergência
as cidades me comovem
comovem comovem
em camadas gasosas
nos entres de sempre
contínuos distúrbios
de sempre
constrói pra destruir
destrói pra construir
é a dança do Sol
é o auto-sacrifício
é o teto preto
ela me divide
ela me comove
ela me machuca
ela me resolve
junho
é
muito motivo, parece
que faz girar o motor
tudo se move, se mexe
é
que faz sentido essa prece
vai transformar em tambor
a pele dura da pele
a gente ainda anda, bem ou mal
apesar de tudo
que tanto tenta fazer parar
as avenidas são as mesmas
e foi tão longo junho
o homem não suporta o mundo que o homem inventou
o homem não se importa muito
o homem fecha a porta mudo chama o elevador
o homem não quer ficar junto
o homem dorme bem profundo sem despertador
o homem não tem mais assunto
pela cabeça de pedra do homem
talvez saiam ideias suaves em tempos de guerra
e os deuses mentirosos
em seus barcos luxuosos se encontrem enfim com o mar
e a ciência vai inventar
tudo de novo, só que mais belo
o homem não se importa muito
o homem fecha a porta mudo chama o elevador
o homem não quer ficar junto
o homem dorme bem profundo sem despertador
o homem não tem mais assunto
pela cabeça de pedra do homem
talvez saiam ideias suaves em tempos de guerra
e os deuses mentirosos
em seus barcos luxuosos se encontrem enfim com o mar
e a ciência vai inventar
tudo de novo, só que mais belo
nem um, nem outro
não te engano
nem te ganho
nem um, nem outro
não te escondo
nem te vendo
fujo e fico
triste nesse rio
vendo a peteca cair
no pitaco que ninguém dá
te vendo falir
no avanço que é avesso
te disfarçar de começo
te comer
e te cagar
nem te ganho
nem um, nem outro
não te escondo
nem te vendo
fujo e fico
triste nesse rio
vendo a peteca cair
no pitaco que ninguém dá
te vendo falir
no avanço que é avesso
te disfarçar de começo
te comer
e te cagar
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